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Era 20 de fevereiro, passava das 21h quando tocou meu celular. Do outro lado da linha era a esposa do Edgar que me dizia: "Carlyle, teu amigo foi embora". O quê? Fiquei paralisado dos pés à cabeça. Afogado num choro incontido precisei puxar o ar. Tão rápido assim, meu amigo fez a passagem, sem aviso prévio. Segundo ela, passou o último dia feliz, ouvindo seus CDs italianos de RC que eu havia dado. Emudeceu-se pra sempre o amigo carismático que tinha aquele vozeirão de locutor, que nos alegrava com suas opiniões fortes e radicais, mas sinceras, a quem eu chamava-o de fanzoca por brincadeira, mas sabia que era um verdadeiro fã do rei, soldado defensor da Primeira Fila. Vai meu amigo Edgar, que a Luz do Deus de Bondade te guie e te ilumine. Sem o seu brilho, a Salazul nunca mais será mesma.